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Caminhada + pilates, a combinação perfeita para secar gordura e chapar a barriga

Pegamos emprestado do pilates um truque mágico que faz a sua caminhada queimar muito mais calorias (e, de quebra, ajuda a esculpir os músculos do abdômen!). Quer saber como? Simples, basta manter a postura. Confira o nosso plano exclusivo
por Débora Lublinski | foto Sérgio De Divitiis

Calçar o tênis e sair andando já está de bom tamanho (a gente concorda que é bem difícil encaixar a atividade física na rotina). Mas fique sabendo que os mesmos 30 minutos de caminhada podem render muito mais benefícios se você der atenção especial à sua postura. “Se a coluna estiver curvada, a barriga solta e os ombros tensos, há uma sobrecarga muscular – em pouco tempo, o cansaço e as dores aparecem”, adverte Ivo Moraes da Silva, professor de quality run, programa voltado para a corrida na esteira, da academia Competition, em São Paulo. “Mas ao caminhar alinhada, o peso do corpo fica bem distribuído, um número maior de músculos são recrutados, o que proporciona aumento do gasto calórico e excelente definição muscular”, acrescenta o professor. Só que não basta encolher a barriga e estufar o peito feito general para desfilar uma boa postura. A grande sacada é fortalecer o abdômen, o verdadeiro responsável por um porte elegante – durante a caminhada e fora dela. “Não é à toa que, no pilates, chamamos toda a região que compreende os músculos abdominais e a lombar de core ou de centro de força do nosso corpo. O trabalho com foco nesse cinturão ajuda a harmonizar automaticamente o movimento das pernas e dos braços, além de exercitar intensamente a barriga”, ressalta Alfonso Carrillo, professor do The Pilates Studio, da academia Ecofit, também em São Paulo. A solução para melhorar o seu desempenho ficou clara: combinar numa aula inédita e exclusiva a consciência corporal (e a barriga lisinha) que os exercícios de pilates garantem com um treino básico, mas superdinâmico, de caminhada. É o caminho certo para atingir o seu objetivo.

força na barriga com 15 minutos de pilates Fazendo estes exercícios quatro vezes na semana antes de caminhar, você será capaz de deixar o corpo alinhado naturalmente. São movimentos que vão ensinar a contrair o abdômen de forma eficiente — primeiro deitada, depois sentada e, por fim, em pé como na hora da caminhada. Sempre que ler ACIONE O CENTRO DE FORÇA, imagine que o seu corpo é uma ampulheta e que, a cada expiração, a cintura se afina tal qual o formato desse tipo de relógio. Isso ajuda o tronco crescer, ficar alongado. Para completar, pense no seu umbigo “colando” nas costas como se você estivesse fechando o zíper de uma calça justa. “Fique sempre atenta ao centro de força. Só assim dá para tirar proveito máximo da aula”, completa o professor Alfonso Carrillo.

- monotonia, + resultado na caminhada

Esta planilha é especial para acabar com o efeito platô — aquela dura realidade na qual o exercício estaciona. O treino muda todo dia e ora dá ênfase à parte aeróbica, ora exige força nas pernas. “Você vai variar o tempo, a intensidade e o tipo de terreno para turbinar o desempenho e acabar com a preguiça”, explica o professor Ivo Moraes da Silva. As inciantes devem diminuir a parte principal da tabela para 15 minutos. Se estiver escolada na malhação, aumente para 45 minutos. Tanto faz andar na rua ou na esteira. Mais importante: agora que já sabe como ACIONAR O CENTRO DE FORÇA, ative-o durante a caminhada e sinta, na barriga, a diferença.

seu treino nos mínimos detalhes

segunda

aquecimento - 10 min de caminhada leve
sensação de esforço - fácil
parte principal - 30 min de caminhada alternando 2 min intensos e 3 min moderados
sensação de esforço - confortável (forte sem ficar ofegante)
volta a calma - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - muito fácil

terça

aquecimento - 10 min de caminhada progressiva
sensação de esforço - começa fácil e vai aumentando a intensidade
parte principal - 30 min de caminhada alternando terreno inclinado (percurso com ladeiras ou inclinação na esteira) e terreno plano
sensação de esforço - intensa
volta a calma - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - muito fácil

quarta

aquecimento - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - fácil
parte principal - 45 min de caminhada com intensidade moderada constante
sensação de esforço - confortável (forte sem ficar ofegante)
volta a calma - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - muito fácil

quinta

aquecimento - 10 min de caminhada progressiva
sensação de esforço - começa fácil e vai aumentando a intensidade
parte principal - 30 min de caminhada alternando 4 min intensos e 2 min moderados
sensação de esforço - intensa
volta a calma - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - muito fácil

sexta

aquecimento - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - fácil
parte principal - 30 min de caminhada com intensidade moderada constante
sensação de esforço - confortável (forte sem ficar ofegante)
volta a calma - 5 min de caminhada leve
sensação de esforço - muito fácil


 
ACUPUNTURA: Um “dedo”de prosa!

Quase tudo o que se sabe sobre a Acupuntura é que ela começa com lendas muito antigas. Fu Xi e Hwang Ti foram representantes das comunidades de tribos da sociedade primitiva Chinesa há cerca de 4.000 anos atrás. Muito do que conhecemos deste legado incrível vem deste tempo, ou talvez de épocas ainda mais remotas.
Segundo a tradição, tudo começa com as duas grandes polaridades, as energias Yin e Yang, que representam a “mãe” da miríade de coisas do universo. Todas estas “coisas” expressam a formação dos opostos e podem ser vistas em fenômenos simples de nosso cotidiano como o calor-frio, feminino-masculino, dentro-fora, superficial-profundo, alto-baixo, úmido-seco, forte-fraco, luz-escuridão, aberto-fechado, côncavo-convexo etc. Já deve ser de conhecimento de muitos o signo: Yin - Yang.
O símbolo circular mostra duas marcas em forma de gotas, uma preta e outra branca, que se complementam, inspirando movimento de expansão e contração. A imagem preta significa o Yin e a branca o Yang. Em cada uma delas há um ponto com a cor oposta significando que o Yin contém a semente do Yang e o Yang contem a semente do Yin. Um elemento não existe sem o outro e não existe nada que possa ser exclusivamente Yin ou Yang.


Para a Acupuntura todo ser humano é um ente que une as essências do Céu e as da Terra e torna possível tudo o que daí brota e ao mesmo tempo constrói em seu centro (localizado no abdome), chamado de “campo cultivável”, o essencial para ser um elo integrador, nutrido e nutridor, entre o que está acima e abaixo de si.


Uma vez formada pela união destas três fontes primordiais, Chi é distribuída para todo o organismo. Das três fontes, duas são renováveis: a do Céu, que traz a informação no ar que respiramos; a da Terra, que traz o alimento que ingerimos, e uma não renovável, que é a nossa energia ancestral, situada na região entre os Rins.


A grande família se faz interconectando-se com uma rede mais superficial ou mais profunda, com ligações de passagem, colaterais entre outras, dentro de uma cadeia (teia) de meridianos, na qual encontramos 12 bilaterais e 2 únicos. Os 12 meridianos principais são apresentados a seguir, o primeiro (Yin) com seu acoplado (Yang): Coração e Intestino Delgado; Baço-Pâncreas e Estômago; Pulmão e Intestino Grosso; Rim e Bexiga; Fígado e Vesícula Biliar; Circulação-Sexualidade e Triplo-Reaquecedor e finalmente um ventral e um dorsal: Vaso Concepção e Vaso Governador.


E do que depende a qualidade do Chi? Do ar que respiramos, dos alimentos que ingerimos e de nossa energia ancestral que recebemos de nossos antepassados (também chamada de Céu Anterior). Nossa qualidade de vida dependerá, portanto de como respiramos e nos alimentamos (isso inclui como alimentamos as idéias, como as digerimos e a que e como dedicamos nossa inspiração). A maneira com que lidamos com a energia ancestral, ou seja, como a usamos em função de nossas escolhas e livre arbítrio, dirá muito a respeito de nossa qualidade de vida.

No corpo saudável as energias convivem em estabilidade, ainda que às vezes temporariamente longe do estado de equilíbrio, proporcionando um estado que nós ocidentais chamamos de homeostase ou equilíbrio fisiológico. Contudo muitos fatores podem alterar uma ou mais destas funções, tais como a forma com que percebemos e construímos nossa realidade objetiva e subjetiva; a forma com que agimos; os estressores ambientais a que estamos expostos; a qualidade de atenção que damos a cada manifestação e ao significado que damos à nossa corporeidade. Dependendo da força, persistência e qualidade da perturbação, haverá desconforto, descontinuidade e interrupção do fluxo energético dos canais (meridianos) supridos por Chi.

De uma maneira geral podemos dizer que as doenças surgem na medida em que há desequilíbrio (insuficiência ou excesso) na relação Yin e Yang dessas trocas em nossos meridianos. Por serem agressões muitas vezes discretas, escondem as desordens tornando-se assintomáticas, mas secretamente vão “construindo” a doença. Por vezes, no entanto, por estarmos com as defesas enfraquecidas, as energias agressivas podem acometer o indivíduo em um só golpe, causando sinais ou sintomas imediatos. Muitos devem ter exemplos deste tipo de passagem  em suas vidas, não é mesmo?


Qual seria então o papel da Acupuntura? Restabelecer o equilíbrio, agindo como co-auxiliar, facilitadora ou ainda “verdadeira” enzima que cataliza as reações curativas via estabilização do balanço energético nos ciclos dos meridianos. De que maneira? Com estímulos (laser ou eletropuntura, por exemplo) em pontos específicos do corpo, facilitando o “diálogo” entre os diversos vasos energéticos, permitindo que Chi se expresse em toda sua amplitude. Com isto a vitalidade é redistribuída de forma compatível com o que escolhemos no “andar de nossa vida”, o que exemplifica bastante os diferentes desfechos de cada caso.


A Acupuntura é uma aliada terapêutica de diversas modalidades de tratamento e tem como compromisso ser colaborativa e complementar em diversas especialidades da saúde. Nas doenças crônicas degenerativas ou nas Síndromes inespecíficas como SGA(Síndrome Geral da Adaptação ou Estresse), Fibromilagia, doenças auto-imunes, se aproximando desta forma da  reumatologia e geriatria; nas cefaléias tensionais ou paralisias onde abre espaços para, através das pistas deixadas pelo trajeto do meridiano acometido, inferir determinantes do aparelho digestivo, da oclusão dentária, da ATM (Articulação Têmporo-Mandibular) ou do pulmão, portanto é útil para a neurologia, pneumologia, odontologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição, enfermagem. Nos acometimentos ósteo-articulares, nas lesões por esforços repetitivos, distúrbios Ósteo articulares relacionados ao trabalho e desvios da coluna vertebral, podem ser particularmente valiosas, aproximando-se da ortopedia, fisiatria, educação física.

Certamente existiriam muitos outros exemplos, como sua utilização complementar  anestésica em pré- operatórios, tratamento analgésico em idosos que apresentam intolerância a determinados medicamentos, nos distúrbios uro-ginecológicos, dermatologia, estética e até em plantas e na veterinária. Vimos, portanto que os desequilíbrios energéticos surgem pela insuficiência ou excesso de Yin/Yang e que podem ser evitados pela prevenção, que é nossa mensagem nesta “Estação Saúde”.


Como não há muita atenção preventiva e pouco esclarecimento sobre métodos eficientes e baratos, temos aí uma magnitude maior nos dispêndios com a saúde, quando poderíamos economizar e aplicar estes recursos em outros benefícios para a sociedade.


Apenas uma sessão de reequilibrio na Acupuntura já traz resultados imediatos de bem estar, confiança, auto-estima e conforto. O paciente deve ser protagonista de sua cura e não simples objeto passivo do processo. Depois de uma sessão inicial de reequilibrio e tomada de pulso (método que o Acupunturista utiliza para examinar a situação energética dos meridianos), clínico, paciente e, dependendo do caso, se possível a família, conversam sobre o quadro geral e quais as alterações no estilo de vida que são prioritárias para uma vida melhor aproveitada. As vantagens na aplicação da Acupuntura são: 1. útil em qualquer doença como aplicação sistêmica, em micro sistemas ou ainda pontual, sejam doenças agudas ou crônicas; 2. oferece auxilio complementar a vários agravos não importando sua localização, faixa etária, sexo, podendo ser facilmente associada a outras modalidades terapêuticas; 3. pode ser usada em eventos cirúrgicos no sentido de reforçar o estado imunológico do paciente; 4. possibilita a diminuição do uso de medicamentos aumentando a eficácia do tratamento; 5. mostra simplicidade na instrumentação necessária, utilizando-se de eletroestimulação transcutânea, laser ou moxa(bastões quentes de artemísia); 6. usa material totalmente descartável garantindo segurança no tratamento; 7. é complementar as lacunas existentes dentro da prática clínica convencional ocidental; 8. constitui-se um útil método diagnóstico auxiliar e complementar baseado na observação do pulso radial e numa consulta (anamnese) diferenciada e integralista.

É importante destacar que a Acupuntura não é a panacéia universal que resolverá todos os problemas de saúde da humanidade, mas certamente contribuirá, e muito, nas mais diversas alterações do processo saúde-doença, com respostas extremamente positivas em todos os âmbitos da vida.

Maurici Tadeu Ferreira dos Santos é Fisioterapeuta pela Universidade Federal de São Carlos, Acupunturista pela Associação Brasileira de Acupuntura e consultor-palestrante da Prisma-Projetos Integrados em Saúde e Meio Ambiente. Contatos: 3892-7947 / 8631-6839 ou pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 
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